Regionais participam do 8º Encontro de Líderes da APM

O interior participou em peso das discussões sobre política médica, casos de sucesso e novidades da Associação

As principais lideranças da Associação Paulista de Medicina e de suas Regionais se reuniram em Águas de São Pedro (SP) entre os dias 15 e 17 de maio, para o 8º Encontro de Líderes da instituição. Foram debatidos temas como o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, nova proposta de Governança para a residência médica, ações judiciais da Associação Médica Brasileira contra a Ordem Médica Brasileira, administração e serviços da APM, casos de sucesso das Regionais e integração associativa, entre outros.

“A presença de cada um aqui traduz compromisso, espírito associativo e, acima de tudo, dedicação à Medicina e à sociedade paulista. A força da nossa Associação Paulista de Medicina nunca esteve apenas em sua história, embora tenhamos muito orgulho dela. Mas, principalmente, na capacidade de reunir pessoas comprometidas com um propósito comum. Somos uma instituição construída pelo trabalho coletivo, pela diversidade de ideias e pela união de lideranças espalhadas pelo nosso estado de São Paulo”, destacou o presidente da APM, Antonio José Gonçalves, durante a abertura do evento, na sexta (15) à noite.

E enfatizou que muito mais do que uma reunião administrativa, “este encontro é um espaço de escuta, integração e, principalmente, construção de caminhos”. O presidente da APM ainda completou: “Tenho convicção de que este encontro fortalecerá ainda mais nossos laços e renovará nosso entusiasmo. A Medicina precisa de lideranças comprometidas, de instituições fortes e de união. E é exatamente isso que vemos aqui hoje”

O secretário executivo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, José Luiz Gomes do Amaral, também prestigiou o evento. “Nunca vi a Associação Paulista de Medicina nem a Associação Médica Brasileira em momentos tão bons, portanto, o que as últimas gestões fizeram foi uma revolução do associativismo”, afirmou.

Em relação ao trabalho da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo nos últimos anos, ele enalteceu as boas escolhas do secretário Eleuses Paiva, que permitiram melhorar o processo de regionalização, crucial para poder aproveitar toda a estrutura de Saúde do estado. “Não precisamos ter muitos equipamentos concentrados em uma determinada região onde a demanda não é tão grande, mas por outro lado também não podemos ter regiões com grandes vazios. Procuramos mapear o que tem de melhor em cada região e o que falta, para poder redistribuir os recursos conforme a demanda”, resumiu.

Sobre o evento, o presidente da APM Piracicaba, Douglas Koga, destaca que sempre é um momento muito importante não só para expandir os horizontes e ver o que está acontecendo fora da nossa Regional, mas também para troca de experiências e para injetar um pouco de ânimo para o trabalho associativo. “Considero ainda muito importante para trazer os temas mais relevantes do movimento associativo, porque a gente muitas vezes não fica sabendo na correria do dia a dia, apesar do grande esforço que tanto a APM quanto a AMB têm feito para poder destaca-los, utilizando redes sociais e tudo mais”, complementou Koga.

Cases das Regionais

O secretário geral da APM, Paulo Mariani, falou sobre a logística e importância das eleições da Associação Médica Brasileira, Associação Paulista de Medicina e suas Regionais, que acontecem no próximo mês de agosto.

Na sequência, a advogada responsável pela Assessoria Jurídica da APM, Francine Curtolo, abordou a opção de “dação em pagamento” como alternativa de sustentabilidade para os imóveis das Regionais. “Como uma associação sem fins lucrativos, somos regidos pelo princípio da não lucratividade, o que significa que toda fonte de recurso da entidade é decorrente das atividades previstas em Estatuto, e elas devem obrigatoriamente ser revertidas à manutenção e ao desenvolvimento dos objetivos institucionais”, ressaltou.

O presidente da APM Assis, Juarez de Paula, apresentou o case de integração associativa de sua Regional, que em março deste ano atingiu 208 associados acadêmicos, 96 efetivos, 20 remidos e 17 aspirantes. Também contou sobre o sucesso do Programa de Educação Continuada: “Nossas aulas são às quartas-feiras, com 70, 80% de frequência, e consultando os alunos para saber o que eles mais gostavam, por incrível que pareça eles citaram o convívio com os médicos mais velhos”

A presidente da APM Fernandópolis, Amanda Oliva Spaziani, contou que, em 2023, encontrou a Regional com dificuldades muito semelhantes às de muitas entidades médicas do País, com redução no quadro associativo, déficit financeiro e baixa participação dos associados. Para reestruturar a Regional, tem promovido uma aproximação com os acadêmicos e residentes da cidade, cursos hands on, ACLS e outros eventos científicos e sociais. “Reestruturar uma Regional não é recuperar uma instituição. É reconstruir uma comunidade médica. Quando a Regional volta a fazer sentido, ela deixa de sobreviver e volta a crescer.”

O debate foi presidido pela secretária geral da APM e 1ª secretária da AMB, Maria Rita de Souza Mesquita e teve como moderador Paulo Mariani. Os debatedores foram os diretores Distritais Thereza Machado de Godoy (1ª) e Éder Carvalho Souza (11ª).

Fernando Tallo, que também é diretor Geral do Instituto de Ensino Superior da APM (IESAPM), mostrou os cursos da instituição que podem ser realizados nas Regionais. “O Paulo Mariani acabou de falar da força do interior. Então, eu quero que vocês abracem o ASSOCIATIVISMO IESAPM. Não só porque é importante ensinar, e temos esse contingente enorme de médicos generalistas que precisam complementar sua formação, mas porque o IESAPM pode ser uma fonte de receita para as Regionais também.”

Durante os dias do evento, diversos representantes das Regionais se manifestaram, dividindo com os presentes seus casos de sucesso, dúvidas e necessidades específicas.

Matéria publicada na edição 198 (Maio/ Junho de 2026) da Revista da APM Piracicaba