Presidente da APM Piracicaba participa do podcast “Papo com Cris”

Douglas Koga falou sobre hábitos saudáveis, cirurgia bariátrica, robótica e mais

O presidente da Associação Paulista de Medicina – Piracicaba, Douglas Koga, participou do podcast “Papo com Cris”, apresentado pela jornalista e radialista Cristiane Sanches, para falar sobre hábitos saudáveis, cirurgia bariátrica, cirurgia robótica e muito mais.

No primeiro vídeo, ao ser perguntado sobre o quanto os hábitos modernos – como alimentação inadequada, ultraprocessados, estresse e sedentarismo – estão silenciosamente comprometendo o funcionamento intestinal da população, Koga explicou que, sendo cirurgião e proctologista, sempre diz aos seus pacientes que não adianta colocar pitadas de cúrcuma na comida se o paciente não dorme bem, não se alimenta adequadamente e não pratica atividades físicas.

Para ele, a questão dos hábitos de vida tem ganhado força também na Medicina para que as pessoas parem de acreditar em soluções fáceis ou mágicas e construam essa base fisiológica, que é o que vai dar sustentabilidade para todas as ações já citadas, incluindo a melhora da saúde intestinal.

“A gente encontra um grande desafio perante a população hoje, pois as pessoas sabem que têm hipertensão, diabetes ou excesso de peso, mas, muitas vezes, as ações que tomam para combater as doenças e melhorar sua condição de vida não são compatíveis. Elas se autossabotam e têm dificuldade em transformar informação em atitude”, completa.

Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica é realizada no Brasil há mais de 30 anos e, ao longo deste período, houve muitas mudanças. No segundo vídeo, o médico falou que as indicações clássicas continuam as mesmas: Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 35 com comorbidades (como pressão alta, diabetes, esteatose e doenças ortopédicas) ou IMC acima de 40 com ou sem doenças associadas. Esses pacientes são candidatos à cirurgia.

O que mudou recentemente são os casos de pacientes que possuem problemas de natureza mais metabólica, como diabetes muito grave, por exemplo: é comprovado cientificamente que eles podem ser submetidos à cirurgia com IMC acima de 32, e não 35.

Koga conta que o tempo de duração da cirurgia também mudou com o passar dos anos. Há cerca de 20 anos, os procedimentos costumavam durar quatro horas; hoje em dia, é possível terminá-los em apenas uma hora, de forma mais tranquila e com menor risco.

“Houve um aprimoramento tecnológico com relação aos equipamentos que utilizamos, e a própria evolução da cirurgia feita há 20 anos, que não é a mesma do ponto de vista técnico de hoje. Foram impostas várias modificações permitindo que o procedimento seja mais seguro”.

Cirurgia Robótica

Por fim, no terceiro vídeo Koga comentou sobre a inserção da cirurgia robótica nos novos procedimentos, que vem trazendo debates interessantes em relação à precisão, recuperação e segurança do paciente.

Ele disse que a robótica não é indicada para 100% dos procedimentos porque, além de ser de alto valor, é necessário observar as vantagens reais para o paciente, como a redução do risco cirúrgico e o ganho de precisão operatória.

Para o médico, alguns procedimentos robóticos são fenomenalmente melhores, e o nível de precisão que o robô oferece ao cirurgião é muito maior, como na prostatectomia robótica e em alguns tipos de hérnias de parede abdominal. “Quem opera é o cirurgião; o robô é acoplado ao paciente e nos dá mais liberdade de movimentos. Na dinâmica de posicionamento da câmera colocada no paciente, conseguimos enxergar muito melhor, e o robô elimina vícios de movimento, sendo mais preciso e fluido, tornando as cirurgias seguras e eficientes”, finaliza.

Fotos: Reprodução Papo com Cris